segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Natal, antes e depois

Terminadas as Festas de Natal e fazendo uma espécie de ressonância da forma como o preparamos, vivemos e prolongamos, ocorreu-nos fazer a reflexão que a seguir transcrevemos.

No Advento, tempo propício para preparar o coração para acolher Deus de uma forma mais íntima, terna e comprometida, foram acontecendo momentos de oração, partilha e reflexão. Realce para a Oração da manhã – Laudes – que às 6,30 de cada dia de trabalho os irmãos do caminho neocatecumenal fizeram na Igreja Paroquial, aberta a toda a comunidade; uma maior e melhor participação na Eucaristia, mesmo semanal, a reflexão sobre o Natal, levada a efeito pela Pastoral Jovem, a preparação das celebrações litúrgicas com maior empenho e persistência pelos Grupos Corais. Externamente assim se fez. Interiormente, só cada um poderá avaliar se a sua preparação foi evoluindo em crescendo até à íntima comunhão com o Senhor que nasceu em Belém.

Neste esforço de preparação para o Natal também os Frades Capuchinhos fizeram o seu caminho. Em conjunto com os Frades que vivem em Fátima e na Baixa da Banheira estiveram no Convento do Varatojo, Torres Vedras, todo um dia em reflexão. O tema da reflexão foi S. Paulo, marcado e apaixonado por Cristo. O conferencista foi o fr. Herculano Alves, Doutor em Sagrada Escritura. Celebramos a Eucaristia, purificndo-nos através do Sacramento da Reconciliação. Foi o dia que nos ajudou a abrir o nosso coração para acolher mais profundamente o mistério da Encarnação.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Homilía do Pároco no Dia de Anos da Paroquia

EU TENHO UM SONHO

Estou a celebrar convosco o aniversário da Comunidade Paroquial pela primeira vez  na minha condição de pároco ou como prior como queirais. Prior significa o primeiro entre os pares – o primeiro entre iguais. Não fui eleito por vós para este serviço, mas colocado pelo Espírito Santo à vossa frente para empreender  convosco uma caminhada de fé ao encontro do Senhor Ressuscitado, o Senhor que nos dá vida. E como primeiro entre vós, e portanto iguais em responsabilidade, eu tenho um sonho para a nossa paróquia. Pode ser um sonho, mas quem não sonha nada realiza. Gostaria que sonhasseis comigo: No meu sonho eu vejo a nossa paróquia cheia de vida, com cristãos comprometidos na vivência e no anúncio da Palavra de Deus. Uns integrados em grupos já existentes e a trabalhar com muito empenho na Igreja de Jesus Cristo, como sejam: A catequese infantil e da adolescência, os escuteiros, os jovens, as comunidades neocatecumenais, os grupos corais, os leitores e Ministros Extraordinários da Comunhão, os acólitos, os grupo Bíblicos, os Vicentinos, o recem-formado Grupo de Animação Missionária, o Centro Social Paroquial, o Curso  de Preparação para o Baptismo e o Curso de Preparação para o Matrimónio, e outros, alguns porém a nessecitar de serem renovados e rejuvenecidos. Mas para além destes eu sonho com a formação de outros grupos com pessoas que ainda não pertencem a nenhum dos actuais, tais como: um bom e comprometido Grupo de Acólitos, crianças, jovens ou adultos para tornarmos as nossas celebrações mais belas; um bem preparado Grupo de Leitores, só leitores - proclamadores da Palavra de Deus; um grupo de teatro religioso ou jograis de Deus para ajudar a viver e emblezar as celebrações liturgicas ou não; um grupo de pessoas interessadas na causa das vocações para formar o Grupo Vocacional Paroquial; Grupos corais em todas as Eucaristias para que os seus cânticos alegrem e afervoam o nosso coração; grupo de novos casais que caminhem com outros casais e os ajudem  na preparação do Baptismo dos seus filhos ou na Preparação dos noivos para o Matrimónio; Pessoas seduzidas pelo carisma de S. Francisco que queiram pertencer à família Franciscana iniciando aqui, na paróquia, a Ordem Franciscana Secular; e por fim, a constituição de um grande Grupo de Jovens com uma mística franciscana que pudessem um dia formar um núcleo da JUFRA – Juventude Franciscana. E tudo isto, quanto possível, sem ir roubar gente a outros grupos. Porque o ideal é que as pessoas pertencessem a um só grupo com o seu carisma próprio. Quando muito a um outro de acção ou reflexão. E direis: onde vamos buscar pessoas para tudo isto? Gente existe, só é preciso que se deixem guiar pelo Espírito de Deus porque será Ele a chamar e a escolher.Tudo isto pode ser apenas um sonho, mas o sonho ou a utopia comanda a vida.

 

(Parte da Homilia no dia do Aniversário da Paróquia - 1 de Fevereiro de 2009)

Frei João Santos Costa

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

G.A.M.Lx. – Um novo Grupo na Paróquia

G.A.M.Lx. – Um novo Grupo na Paróquia

A Ordem dos Franciscanos Capuchinhos tem uma dimensão missionária que é essência da sua vida. Efectivamente, S. Francisco de Assis, tentando repetir todos os gestos de Jesus, quando outros jovens quiseram viver como ele, num desprendimento absoluto das coisas materiais e num seguimento radical do estilo de vida de Jesus – como no-lo anuncia o Evangelho – logo os enviou em missão para anunciar o Reino do Senhor. Assim o descreve Tomás de Celano: “Por esse mesmo tempo entrou na Ordem um outro homem de bem, elevando-se a oito o número de irmãos. Reuniu-os a todos o Santo Pai e depois de longamente lhes falar do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à própria vontade e da sujeição da carne, dividiu-os em quatro Grupos e disse-lhes: «Ide, caríssimos, dois a dois, por todo o mundo e anunciai aos homens a paz e a penitência para a remissão dos pecados. Sede pacientes nas perseguições, porque o Senhor há-de realizar os seus desígnios e cumprir as suas promessas. Respondei com humildade a quem vos interrogar, abençoai os que vos perseguirem, agradecei aos que vos injuriarem e caluniarem, pois será por meio deles que alcançareis em troca um Reino eterno» (1Cel 29). Esta é a forma como S. Francisco de Assis desejava que se fizesse missão. Por isso, os Capuchinhos estão em mais de100 países vivendo o Evangelho de uma forma que pode ajudar os outros a serem seguidores de Jesus.


Na nossa Paróquia surge, agora, um Grupo de paroquianos dispostos a serem missionários à sua maneira: “tomar consciência de que a vocação da Igreja é eminentemente missionária; assumir a responsabilidade de darem a conhecer à Comunidade Paroquial todas as notícias, factos e acontecimentos que tenham a ver com a Missão “ad gentes”, tanto a nível eclesial como a nível da Ordem Capuchinha e, tudo fazerem para, desde a retaguarda, apoiarem com o que for necessário e possível, os missionários que estão na frente do trabalho missionário. Concretamente, este grupo quer estar atento e ajudar os Missionários Capuchinhos que se encontram em Timor-Leste”. O seu nome indica a sua tarefa: “G.A.M.Lx. (Grupo de Acção Missionária – Lisboa). Bem-hajam, pela sua disponibilidade e amor à causa missionária.


Já tiveram a sua primeira reunião no passado dia 8 de Janeiro e assumiram o trabalho de prepararem e distribuírem os envelopes para o Ofertório do Dia das Missões Capuchinhas. E o número dos que querem “ser missionários” com o seu trabalho nesta Paróquia, está acrescer. Não queres ser missionário também?

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ano Paulino - Encontro Nacional em Fátima

ANO PAULINO
ENCONTRO NACIONAL EM FÁTIMA




Programado pelo episcopado português, realizou-se, em Fátima, no passado dia 25 de Janeiro, o encontro nacional comemorativo da conversão de São Paulo. A nossa Paróquia disse “presente”! Foi uma aposta dos responsáveis da Paróquia. Era necessário estar presente onde se realizam eventos importantes a nível diocesano e eclesial. Este encontro nacional era um acontecimento em que queríamos participar. Naturalmente, nem todos “alinham”. Mesmo assim, estiveram presentes perto de 100 paroquianos inscreveram-se e na hora prevista entraram nos dois autocarros da empresa TURBUS.
O dia apresentava-se com boas abertas. Mas as previsões eram “negras”. Mesmo assim, espírito alegre e perspectivas de participar num grande acontecimento da Igreja sobrelevavam todos os receios. A água que nos fez parar não foi a da chuva.!...
Não levamos bandeiras nem dísticos identificativos da Paróquia. A nossa “bandeira” era estarmos presentes num acontecimento eclesial; o nosso “distintivo” era estar ali, a participar, saborear e viver tudo o que ia acontecendo.
Realce para a presença de todos os Bispos das Dioceses de Portugal, um número muito grande de sacerdotes, muitos diáconos, seminaristas e acólitos e o povo de Deus, em número significativo mas, não representativo da vida da Igreja Portuguesa. Ficou muito aquém do que se esperava. Certamente, falhou a convocatória.

Presidiu o Bispo Antoine Audo – da Igreja da Síria, Rito Caldeu. Com evidentes dificuldades em ler os textos em língua de Camões, nem por isso se deu por vencido. E, na Homilia, longa quanto chegue, falou-nos das dificuldades de ser cristãos no meio de muçulmanos radicais. “Eles querem expulsar-nos daquelas terras”. Para serem cristãos precisam de uma enorme coragem, que esperamos mantenham firme.
O almoço proporcionou a muitos dos nossos “peregrinos” a oportunidade de reverem o “antigo Prior” – o Pe. Zé Lopes, que nos acolheu com muitas atenções e deu-nos a saborear um óptimo almoço.


Queremos dar relevo à presença do Grupo Coral de nossos irmãos cabo-verdianos que, quase todos os Domingos, anima de forma excelente a Eucaristia das 10,30 horas na nossa Igreja Paroquial. A sua música ecoou todo o caminho nos nossos ouvidos. Irradiam alegria e boa disposição. E entre eles estava o Vicente que celebrava nesse dia o seu aniversário. E os colegas fizeram questão de levar um “bolo de aniversário” para, na hora oportuna lhe cantarmos os PARABÉNS.
Valeu a pena o esforço mobilizador dos organizadores desta nossa presença. Esperamos por mais oportunidades.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Dia das Missões Capuchinhas

DIA DAS MISSÕES CAPUCHINHAS

Todos os anos, nas Igrejas confiadas aos frades Capuchinhos, celebra-se no Domingo mais próximo ao dia 16 de Janeiro, o Dias das suas Missões.

A razão desta data fundamenta-se na Festa dos Santos Berardo e companheiros que foram martirizados em Marrocos por anunciarem a salvação do Senhor. Chamamos-lhe os Santos Mártires de Marrocos e foram os primeiros seguidores de São Francisco a serem “marcados com sangue” por testemunharem a sua fé em Jesus Cristo e na sua Igreja.

O próprio São Francisco os enviou em Missão e, quando lhe chegou aos ouvidos a notícia do “seu sacrifício” em terras de Marrocos, ficou feliz e louvou o Senhor porque “agora tinha verdadeiramente 5 irmãos menores”. Como é sabido, as suas relíquias repousam na Igreja de Santa Cruz em Coimbra.

Este ano, o Domingo mais próximo, foi o dia 18. Por isso, nesse fim-de-semana, lembramos em todas as nossas Igrejas as Missões Capuchinhas e os seus Missionários.

Na nossa Paróquia houve em todas as Eucaristias um pequeno gesto, no ofertório, com a apresentação dos símbolos com analogia à vocação e acção missionária, e no compromisso, depois da Comunhão, um apelo à vocação e preocupação missionárias. Como uma forma de ajudar é colaborar economicamente com as missões, para apoiar os nossos missionários em Timor, fez-se uma recolha de donativos com o intuito de ajudar na construção da casa de formação que se está a edificar em Tibar – Dili. Contabilizamos a 4.450,00 € (quatro mil quatrocentos e cinquenta euros), incluindo a recolha dos mealheiros dos meninos da Catequese. A todos se agradece a bondade e a generosidade na certeza de que a verdadeira recompensa é aquela que dá o Senhor Jesus.

 

A coordenar todas estas acções esteve o nosso (nascente) Grupo de Acção Missionária (G.A.M.Lx.). Embora poucos, souberam estar connosco e motivaram outros a colaborarem na sua acção. Foi o seu baptismo na acção em favor das Missões. Esperamos que outros se juntem a eles em prol desta causa missionária.

 

De referir que, na Eucaristia das 12,00 horas, a convite do guardião da Fraternidade, esteve connosco o Sr. D. Carlos Azevedo que presidiu à celebração. Foi um momento que prestigia a nossa Paróquia. Esperamos vê-o muitas vezes connosco, na sua simplicidade e sabedoria. A presença dos nossos Bispos é um incentivo ao trabalho e uma mostra de apreço e carinho por todos nós. Para ele vai, também, a nossa gratidão.

 

Fr. Pojeira

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ano Paulino - Encontro de Formação

ANO PAULINO
Encontro de formação



O Conselho Pastoral decidiu na sua programação que nos meses de Janeiro a Junho se realizassem sessões de formação bíblica à volta da vida, figura e escritos de São Paulo, a propósito da celebração do Ano Paulino.
Por pensarmos que a última Quinta-feira de cada mês seria a melhor data para essa formação, assim se decidiu.
Tendo em conta os subsídios preparados pelos Paulinos, decidimos seguir a metodologia que eles aconselharam.

Por delegação interna dos responsáveis religiosos da Paróquia, coube ao Fr. Acácio a responsabilidade de animar a sessão de Janeiro. Não ocorreu na última quinta-feira a fim de não coincidir com outras realizações programadas. Aconteceu no passado dia 15 de Janeiro.
As pessoas foram chegando, as cadeiras disponíveis ficaram todas ocupadas e ainda se procuraram mais algumas. A Sala ficou repleta. Depois de uma breve oração, o Fr. Acácio, servindo-se dos meios aconselhados, fez passar no Écran a 1ª parte do filme que introduzia o tema: “a caminhada de S. Paulo de Jerusalém até Damasco”. Terminada esta parte, com um acento na história das cidades por onde passou e suas vicissitudes, houve um pequeno momento de interiorização, um diálogo sobre o tema proposto, uma análise dos desafios que nos coloca e, ficamos aquém dos desafios para a vida diária.


Foi uma noite agradável e com metodologia que não cansa. Alguém indagou sobre o figurino dos próximos encontros, aventando a possibilidade de que a metodologia permaneça nestes parâmetros, conforme está aconselhado na metodologia.

Bem-haja ao Fr. Acácio e a quantos nos animaram a continuar com este esforço de formação bíblica.

Não esqueça: no próximo dia 26 de Fevereiro, acontecerá o próximo encontro.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Festa da Sagrada Família - com D.Joaquim Mendes

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA!



Como é do conhecimento geral, a Paróquia do Calhariz de Benfica tem como Orago ou ponto de referência para a vida cristã dos seus fiéis, a Sagrada Família de Nazaré, ou sejam Jesus, Maria e José. Por essa razão, o D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado, quis celebrar connosco esta Solenidade natalícia que comemora a Família Sagrada, por ser esta uma das duas Paróquias do Patriarcado com estas características.

Muito antes da Eucaristia das 12,00 horas começar, e sem que ninguém tivesse pressentido a sua entrada, o Sr. Bispo esperava-nos na Igreja, em oração. Depois, na Eucaristia, benzeu um Ícone da Sagrada Família, que o Pároco colocou junto do Ambão.


Na homilia começou por situar esta festa, afirmando:

“O tempo litúrgico de Natal, em que nos encontramos, propõe-nos hoje a celebração da festa da Sagrada Família. A inserção de Deus na história dá-se numa família humana, semelhante à nossa família normal. Com este gesto, Deus valoriza e santifica a função da família humana. A Família de Nazaré, santa de modo único e irrepetível, apresenta todavia aspectos essenciais, comuns a qualquer família, como a santidade.”

Lançou por isso, a todas as famílias este repto de uma vida em santidade olhando para os modelos que temos como “nossa referência”, continuando: “A santidade, que é acolhimento do divino na própria vida quotidiana, é acessível a cada família. É um ideal a encarnar e a viver, fazendo de Jesus o seu centro e cultivando as virtudes que os textos bíblicos proclamados propõem.”



Depois a passar o conteúdo das três passagens bíblicas da Liturgia da Palavra, onde se apresentam atitudes básicas para uma vida em família, segundo Deus, vincando expressamente a necessidade de estarmos atentos à atitude de que “Deus quer honrar os pais nos seus filhos”, explicitou-o assim: “A presença de Deus orienta o comportamento humano e pede aos filhos que para além de honrarem o pai e a mãe, os amparem na velhice, não os desgostem durante a vida e se as suas mentes enfraquecerem, sejam indulgentes e não os desprezem.”

E não deixou de nos falar das responsabilidades dos pais: “As funções do pai e da mãe, diferentes e complementares, por razões naturais e funcionais, devem ser assumidas responsavelmente, para que os filhos interiorizem os valores fundamentais e tenham uma referência positiva dos papéis dos diversos membros da instituição familiar.

A crise da paternidade e a crise da maternidade são duas faces da crise actual da família.”

Ao passar pela segunda Leitura e realçando o que diz S. Paulo sobre as virtudes da vida doméstica, referiu: “Na parte doutrinal, o apóstolo S. Paulo, exorta os membros da família, doméstica e eclesial, a revestirem-se de sentimentos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência; a suportar-se reciprocamente a perdoarem-se quando surgem dificuldades, conflitos e acontece a ofensa. O apóstolo recomenda que se revistam de uma verdadeira caridade.

A prática destas virtudes e atitudes, no seio familiar e eclesial, são fonte de paz, conduzem à unidade com Cristo, levam à edificação recíproca, ao louvor e à acção de graças, a uma vida verdadeiramente feliz.”

Tendo em conta uma certa volatilidade que hoje se nota na família – todos os dias somos confrontados com separações que nos espantam – vale a pena relembrar o que o Sr. Bispo referiu sobre a relação entre os membros da família: “A relação esposa-marido e marido-esposa é recíproca e marcada pelo amor-dom que abre o próprio ser ao outro, de modo a formarem uma só ser, conforme o ideal bíblico, referido no livro do Génesis (cf. Gn 2,24).

A vida familiar construída sobre a relação marido-esposa, esposa-marido, pais-filhos e filhos-pais, segundo o apóstolo, deve ser permeada de respeito pelos direitos e funções de cada um, de delicadeza no trato, dos deveres que brotam do amor.” Vivendo esta dimensão da vida familiar, a coesão crescerá sempre mais e “nenhum vento” a poderá fazer abanar. Por isso, referiu que haveriam de cultivar-se duas colunas fundamentais: “o suportai-vos” e o “perdoai-vos”: “Com o perdão, o cristão repropõe a lógica divina que destrói a lógica da vingança, do orgulho, da prepotência, do egoísmo, do domínio de um sobre o outro.

A experiência de cada um de nós pode testemunhar como é importante o perdão na vida familiar.

Com o perdão se reabilita o outro, se estende a mão da compreensão para o fazer sair do túnel do isolamento, se lhe permite abrir a uma nova vida. E, tal como Paulo, o segredo encontra-se na Palavra de Deus: “habite em vós com abundância a palavra de Cristo”. E para que habite em nós, demos-lhe espaço, acolhimento, “e deixemos que ela modele as nossas relações, inspire os nossos sentimentos e seja critério para as nossas opções, atitudes e comportamentos.

Partindo da experiência da família de Nazaré, exortou as famílias a superarem as dificuldades tal como eles fizeram. E, como Maria e José, devem ter em conta a vocação e a singularidade de cada filho.” A experiência da família de Nazaré ajuda os pais a tomarem consciência da sua missão, de que não são donos dos filhos, que devem acolhê-los como um dom que Deus confia à sua guarda, acompanhá-los com delicadeza e perguntar-se: “o que será deste menino, desta menina?” “Qual o projecto de Deus sobre ele e sobre ela?” E acompanhá-lo nas realização desse projecto, que designamos por “vocação”.

Passou depois a referir que a sociedade é um reflexo da vida familiar: “O ideal de fraternidade humana é inconcebível se não existir a experiência da fraternidade no interior da família, ou se não existir a experiência mesma da família, dentro do quadro proposto nos textos bíblicos que escutámos.

A família é uma comunidade de pessoas, para quem o modo próprio de existirem e viverem juntas é a comunhão.

A comunhão dos cônjuges dá início à comunidade familiar, que se estende depois nos filhos, que consolidam a comunhão conjugal entre o pai e a mãe.

É imprescindível recordar, afirmar e defender a importância da família como coração e célula da sociedade, como realidade básica para o desenvolvimento da personalidade humana e para o futuro da sociedade.”

Terminou pedindo que cultivássemos atitudes cristãs dentro das famílias com as seguintes palavras: “Não deixemos de proclamar e defender este direito, de promover uma cultura cristã da família, como santuário da vida e do amor, indispensável para que cada pessoa possa ser amada por si mesma e aprenda a doar-se e a amar.

O empenho e o esforço em prol da família é, inseparavelmente, empenho e esforço em favor de uma nova geração capaz de edificar um mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada com atenção. É também esforço e empenho para fazer possível uma nova época em que o amor seja puro e fiel e irradie alegria e beleza (Cf. Bento XVI, Homilia em Sidney, 20 Junho 2008) ”.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ceia de Natal dos Catequistas

CEIA DE NATAL DOS CATEQUISTAS

O Natal proporciona a todos um tempo de reunião, convívio, alegria, partilha, criatividade, etc. Se neste tempo as famílias se reúnem para estarem juntos, reatarem laços, recuperarem energias, cimentarem amizades, também os Grupos humanos, profissionais e eclesiais aproveitam o ensejo para atingir idênticos fins, mas com ambiente diferente.




Foi nesta perspectiva que o Grupo de Catequistas da nossa Paróquia viveu a sua noite de ceia de Natal no Centro Paroquial, no passado dia 19 de Dezembro. Estiveram presentes quase todos os catequistas. Apenas faltaram os que profissionalmente estiveram impedidos, ou, alguns, por razões pessoais.

A Ana, a Carla, a Fernanda, a Paula, a Maria Manuel tudo programaram, tudo prepararam, nada ficou ao acaso. Muito trabalho, muita dedicação, óptimo ambiente, muita alegria.

O ambiente esteve muito bom. Não faltou a oração, nem o convívio, nem as canções de Natal. Eram já umas 23 horas quando demos por findo o nosso encontro de Natal, desejando Boas Festas uns aos outros e familiares. O Grupo de Catequistas e alguns familiares, certamente, ficou mais coeso e aumentou os laços de confiança mútua.

Estiveram presentes, além do Fr. António Pojeira, Director da Catequese, o nosso Pároco e o Guardião da Fraternidade Capuchinha, respectivamente, Fr. João Santos Costa, que a todos saudou e agradeceu, e o Fr. Acácio.

Fazemos votos para que encontros como este se repitam e tenham a presença de todos os catequistas e seus familiares.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Vida Paroquial

A Catequese em Acção!

A nossa Catequese encontra-se em plena actividade. Apresentamos imagens de vários anos catequeticos em Acção!

Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto Anos aparecem a seguir com as respectivas Catequistas.































Tronco-e-Membros / Grupo Jovem


Vida Paroquial

Solenidade de Cristo Rei

A nossa Paróquia celebrou condignamente a Solenidade de Cristo Rei. Na sua preparação estiveram envolvidos os diversos grupos da comunidade paroquial em sectores diversificados.
Os Jovens prepararam com os seus animadores e catequistas um placard no átrio da Igreja chamando a atenção de quem por ali passava para a solenidade que se celebrava.






Os grupos corais, cada um à sua maneira e estilo solenizaram as Eucaristias das 12h - a Missa da Comunidade Paroquial presidida pelo Pároco e com a presença dos demais responsáveis da Pastoral - e a das 19h com o grupo de jovens estreando uma nova forma de acompanhamento musical.

As Eucaristias atrás referidas registaram uma presença de paroquianos muito significativa, realçando a presença de representantes de todos os grupos da Comunidade.

Apraz-nos registar a presença de muitos jovens na Eucaristia das 19h.